Um especialista em intoxicação alimentar listou 6 alimentos que ele não come

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carne mal passada

Só quem já passou por uma intoxicação alimentar, sabe o quão desagradável é. Embora a maioria dos casos de intoxicação alimentar seja fácil de resolver, muitas pessoas deixam de comer o alimento que causou a situação. É totalmente entendível e ninguém quer ficar vomitando ou com diarreia porque comeu algo que lhe fez mal.

A intoxicação alimentar geralmente é resultado de uma reação à comida ou água contaminadas, seja durante o preparo ou armazenamento do alimento. As bactérias contaminadoras mais comuns são a Salmonela, a Campylobacter jejuni e a Clostridium.

O advogado Bill Marler, trabalha com processos judiciais de intoxicação alimentar há 20 anos, e acabou se tornando um especialista no assunto. Levando em consideração toda a sua experiência, hoje ele simplesmente não come mais determinados alimentos.

Marler está processando o restaurante fast food Chipotle depois de um surto de E. coli e norovírus em vários clientes. O advogado até foi citado em um artigo da revista Health Insider. Na matéria, ele lista quais os alimentos que ele cortou definitivamente de sua dieta.

Depois de ter ganho mais de US$ 600 milhões para os seus clientes em casos de doenças transmitidas por alimentos, ele prefere evitar algumas coisas. O advogado disse que todos esses casos o convenceram de que esses alimentos não compensam os riscos de ter uma intoxicação alimentar.

Confira a seguir os alimentos que o especialista não come de jeito nenhum:

1 – Ostras

ostras

Segundo Marler, nos últimos cinco anos, ele presenciou mais doenças transmitidas por alimentos ligados a crustáceos do que em duas décadas. Ele atribui esse aumento significativo às águas. Conforme as águas globais se aquecem, elas acabam aumentando o número de micróbios que vão parar nas ostras cruas que as pessoas estão sugando. Nesse caso, talvez seja melhor mesmo escolher um outro prato.

2 – Frutas e verduras pré-lavadas ou pré-cozidas

frutas

Para o especialista, essas são como “pestes”. Embora o gosto seja bom e sejam alimentos saudáveis, à medida que mais pessoas manuseiam e processam a comida, aumentam as chances de contaminação. Para ele, não vale a pena o risco.

3 – Brotos crus

brotos

Surtos de brotos crus são mais comuns do que se imagina. Nas últimas duas décadas, foram mais de 30 surtos bacterianos, especialmente a Salmonela e a E. coli. “Houve muitos surtos para não prestar atenção ao risco de contaminação por germinação”, diz Marler. “Esses são alimentos que eu simplesmente não como”.

4 – Carne crua ou mal passada

carne

Indo contra a recomendação dos chefs de cozinha de todo o mundo, Marler não come carne mal passada. Ele só come carne se estiver muito bem passada. Segundo ele, a carne precisa ser cozida a pelo menos 160 graus para matar todas as bactérias que podem causar E. coli ou Salmonela.

5 – Ovos crus

ovo

Comparado com o que ocorria há 20 anos atrás, hoje são muito menores as chances de ter uma intoxicação alimentar a partir de ovos crus. Mas o advogado prefere não se arriscar e não come ovo cru de jeito nenhum.

6 – Leite e suco não pasteurizados

sucos

Para algumas pessoas, o processo de pasteurização acaba com o valor nutricional dos alimentos. Por motivo, muita gente prefere beber leite e sucos naturais e também pelo sabor natural. Para Marler, a pasteurização não é perigosa, diferentemente das bebidas “cruas”. Segundo ele, pular essa etapa na produção das bebidas, aumenta o risco de contaminação por bactérias, vírus e parasitas.