Nasa desenvolve a primeira missão para proteger o planeta de asteroides

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Espaçonave irá se chocar contra corpo celeste para desviar sua órbita

O impacto de um grande asteroide contra o planeta tem o potencial para provocar uma extinção em massa da vida como a conhecemos, como aconteceu no passado com os dinossauros. Para evitar que isso aconteça, a agência espacial americana está desenvolvendo o seu primeiro sistema de defesa planetária, com a missão “Double Asteroid Redirection Test” (DART), que pretende demonstrar uma técnica para desviar potenciais ameaças à Terra.

A DART prevê que após o lançamento a espaçonave voe em direção a Didymos e use um sistema de navegação autônomo para mirar em Didymos B. Depois, a nave do tamanho de uma geladeira irá se chocar contra o objeto a velocidade aproximada de 6 quilômetros por segundo, cerca de nove vezes mais rápido que uma bala. Observatórios em Terra poderão acompanhar o impacto e as mudanças resultantes na órbita de Didymos B em relação a Didymos A.

“DART é um passo crítico para demonstrar que podemos proteger o nosso planeta contra um impacto futuro de asteroide”, disse Andy Cheng, do Laboratório Johns Hopkins de Física Aplicada, em Maryland, e participante do projeto. “Já que não sabemos muito sobre a sua estrutura interna ou composição, nós precisamos realizar esse experimento num asteroide real. Com o DART nós podemos mostrar como proteger a Terra de um impacto de asteroide chocando contra o objeto ameaçador para uma rota de voo diferente que não ameace o planeta.”

Pequenos asteroides se chocam contra o planeta diariamente, mas a maioria não sobrevive à entrada na atmosfera, deixando um rastro brilhante conhecido popularmente como estrela cadente. Objetos maiores de um quilômetro em diâmetro, com tamanho suficiente para provocar efeitos globais, são monitorados constantemente pela Nasa. A estimativa é que 93% desses corpos com órbita próxima a da Terra já tenham sido identificados. A DART vai testar tecnologia para desviar objetos de tamanho médio, difíceis de serem localizados, mas com dimensões suficientes para provocar graves danos regionais.

Fonte: Época