MULHER DESCOBRE QUE DOR DE CABEÇA É CAUSADA POR LARVAS VIVENDO EM SUA TESTA

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Quem nunca teve dor de cabeça sem motivo aparente, não é mesmo? No entanto, no caso de uma britânica, seu desconforto era provocado por criaturinhas nojentas vivendo em seu corpo! Sim, caro leitor, a mulher – que não teve a identidade revelada – foi procurar ajuda médica após desenvolver fortes dores de cabeça e um pequeno inchaço na testa, e acabou descobrindo que tinha virado lar de larvinhas.

“Inquilinas”

De acordo com James Felton, do site IFLScience!, o caso foi registrado em York, na Inglaterra, e a paciente, uma mulher de 55 anos idade, primeiro procurou ajuda médica após notar um inchaço na testa. Como havia estado em Uganda e participado de uma trilha no Parque Nacional Kibale, os clínicos deduziram que a lesão podia se tratar de uma picada de inseto infeccionada, e receitaram antibióticos à paciente.

Contudo, como a mulher desenvolveu uma forte dor de cabeça constante, o inchaço começou a se espalhar para o rosto e os olhos, e a lesão na testa começou a vazar (sim, a coisa só piora…), lá foi ela ao hospital. Uma vez na emergência, os médicos constataram que o inchaço na testa era resultado de uma larva alojada no local, e a criatura foi removida com a aplicação de vaselina na área.

Entretanto, depois de submeter a paciente a mais exames – para garantir que sua testa não abrigava mais “surpresas” –, os médicos descobriram outra larvinha sorrateira e tiveram que realizar uma pequena cirurgia para removê-la dali. Os bichinhos foram encaminhados para reconhecimento e identificados como sendo da espécie Cordylobia rodhaini, filhotinhos de um inseto conhecido como mosca-de-Lund e que pode ser encontrado nas florestas tropicais da África.

Esses mosquitos costumam picar suas vítimas e depositar as larvas – que se alojam sob a pele e, assim que alcançam determinado grau de desenvolvimento, saem ao exterior, onde se transformam em moscas. O curioso deste caso é que esses insetos não costumam atacar humanos, tendo preferência por mamíferos com a pele menos espessa do que a nossa, como pequenos roedores, e existem apenas 14 casos registrados em pessoas.