Conheça os perigos escondidos em consumir macarrão instantâneo

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Mais conhecido como miojo, o macarrão instantâneo é um prato super prático. Apesar de, convenhamos, não ser exatamente o melhor item pra alimentação de uma pessoa que busca ser saudável. Ele é a saída encontrada para muita, mas muita gente mesmo, que tem dificuldades financeiras ou que não sabe cozinhar.

Pela sua durabilidade e sabor “neutro”, o lamen (ou ramen) é uma moda mundial e até uma forma de identificação de solteiros universitários, ou seja, mais que um alimento, é quase uma forma de cultura. E não só esse público se alimenta do miojo. No mundo, cerca de 102,7 bilhões de porções do macarrão são consumidas anualmente.

Segundo um relatório publicado pela Associação Mundial do Macarrão Instantâneo, o Brasil ocupa o décimo lugar no ranking mundial. A média dos brasileiros é de 2,2 bilhões de doses por ano. O primeiro lugar da lista é da China com impressionantes 38 bilhões de doses consumidas.

Essa comida pode ser prática, mas como ela é feita para ter uma vida útil bastante longa, os macarrões são altamente processados. Além disso, eles têm um baixo teor nutritivo, são ricos em gordura, calorias e sódio. E além disso, são fechados com cores que são colocadas neles, mais conservantes e aditivos aromáticos.

“Na maioria dos casos, o glutamato monossódico (MSG), bem como o tert-butil-hidroquinona (TBHQ) – um conservante químico derivado da indústria petrolífera – pode estar presente no miojo por suas propriedades de melhoramento e preservação do sabor. A ingestão regular destes pode causar problemas de saúde graves”, disse o Dr. Sunil Sharma, médico geral e chefe de emergência do Hospital Madan Mohan Malviya, em Nova Deli.

Washington Post publicou um estudo sul-coreano, que foi feito para ver os efeitos do miojo na saúde humana. Segundo o estudo, “embora o miojo seja um alimento conveniente e delicioso, pode haver um aumento do risco de síndrome metabólica devido ao alto teor de sódio, gordura saturada e carga glicêmica”, disse Hyun Shin, doutorando do Instituto de Medicina da Harvard School e um dos coautores do estudo.

“Mulheres que comem macarrão instantâneo duas vezes por semana, ou mais, têm um risco maior de síndrome metabólica do que aquelas que comem menos, independentemente de seu estilo de dieta”, disse a publicação do Washington Post.

A conclusão do estudo foi a de que o consumo excessivo do macarrão pode desencadear obesidade e doenças metabólicas, como por exemplo diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e várias outras complicações.

Componentes

Os miojos, ou pelo menos a maioria deles, é feito com maida. Esta é uma versão moída, refinada e esbranquiçada da farinha de trigo. Esse ingrediente é ruim para a nossa saúde por ser altamente processado. E por ser tão processado, o seu sabor é maior, mas a carga nutricional é nula.

“Os macarrões instantâneos à base de maida são carregados com conservantes e não passam de uma fonte de calorias vazias. O consumo excessivo pode levar à obesidade”, disse Simran Saini, nutricionista do Fortis Hospital, em Nova Deli.

“Na maioria dos casos, foi visto que esses miojos à base de maida prejudicam o processo digestivo. Seus remanescentes podem atingir a área do apêndice e desencadear infecções”, continuou.

Gorduras ruins

Os alimentos processados são carregados com gorduras que não são boas. É o caso, por exemplo, dos ácidos graxos saturados e gorduras trans. E várias coisas presentes no miojo não são boas para a saúde humana, tais como óleo vegetal comestível, o açúcar, o xarope de açúcar, o intensificador de sabor e várias outras coisas.

As gorduras saturadas que são encontradas no miojo, se consumidas excessivamente ou regularmente, podem aumentar o colesterol no sangue. E com o colesterol aumentado, é mais fácil adquirir o risco de ter uma doença cardíaca ou ainda diabetes tipo 2.

Um grupo de médicos americanos fez um experimento para ver como nosso corpo funciona quando comemos miojo. E com ajuda de uma minúscula câmera, eles conseguiram ver a agitação do macarrão. O estômago levou duas horas para digerir e romper por completo o macarrão. O tempo foi grande porque, segundo os especialistas, alimentos processados são mais difíceis de digerir.

“Um dos maiores problemas atualmente é o fato de que as pessoas começaram a substituir alimentos de verdade por fast food”, concluiu Sharma.

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