Conheça a cabeça de Diogo Alves, que está em preservação há 180 anos

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(J.L.C. desenhou do próprio, e lith 1840. Fora Lithog. de Santos Lx.ª, Public domain, via Wikimedia Commons)

Nascido em 1810 na Espanha, Diogo Alves era filho de camponeses. Após ter seus 19 anos, foi encaminhado por seus pais para trabalhar em Lisboa, em Portugal. Na cidade, se envolveu com Maria Gertrudes, responsável por uma hospedaria local. Existem hipóteses que seu envolvimento com Gertrudes influenciou-o a começar a assassinar.

Ficou popularmente conhecido como “Assassino do Aqueduto” por cometer inúmeros crimes no Aqueduto das Águas Livres, de maioria, empurrando pessoas a uma altura de 60 metros, depois de roubá-los. Sua estratégia de empurrar fazia com que a polícia identificasse geralmente tais mortes como suicídios.

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Em 1841, Diogo Alves foi o penúltimo enforcamento de Portugal, sua condenação foi pelo assassinato de quatro familiares de um médico, apesar de ter matado muito mais pessoas. Entretanto, esse não seria o fim de sua jornada, devido a seu comportamento errôneo para um jovem aparentemente saudável despertou a curiosidade de cientistas da Escola Médico Cirúrgica de Lisboa.

Os cientistas procuravam descobrir a forma que a mente funcionava em tais casos, estudando as saliências da cabeça (frenologia). A pseudociência trazia com si, a crença em que os traços característicos de um indivíduo estariam guardados em seu crânio. Logo, a cabeça de Alves foi removida após sua decapitação e conservada em formaldeído. Há poucas evidências sobre o resultado do estudo.

A cabeça de Diogo se mantém em exposição até os dias atuais em uma seção privada para estudantes no Teatro Anatômico da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

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