Chang e Eng, os irmãos siameses que fizeram suas vidas nos EUA e tiveram 21 filhos

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Quando ainda eram crianças, os irmãos tailandeses, Chang e Eng, foram levados aos Estados Unidos como escravos. Eles até mesmo chegaram a participar como atração em um show de horrores. Isso porque os irmãos eram siameses. O que significa que os dois nasceram com seus corpos unidos literalmente.

Filhos de pais chineses, Chang e Eng nasceram em 1811, em Sião, na Tailândia. Naquela época, muito já se ouvia falar sobre casos do tipo, entretanto, os gêmeos tailandeses viriam a acrescentar algo ainda mais emblemático à história. Na verdade, o termo siamês teria se originado com o caso desses dois irmãos.

A vida de Chang e Eng

Conhecidos pelos vizinhos como gêmeos chineses, em seu país natal, os meninos foram descobertos quando ainda eram adolescentes por um capitão estadunidense. Enquanto brincavam em um rio, o homem os avistou e decidiu que os levaria para os Estados Unidos. O homem convenceu a mãe dos meninos a vendê-los para ele e os levou para serem expostos como aberrações no país norte americano. Atrações do tipo eram muito comuns naquela época.

Ao chegarem na América, um médico examinou os garotos e foi logo avisando que uma possível cirurgia para separar seus corpos podia ser fatal. Na verdade, anos mais tarde, quando se casaram, os irmãos chegarem a pensar na ideia de se submeterem a tal cirurgia. Entretanto, foram convencidos de não seguirem em frente com tal plano.

Nos shows da dupla, por terem sido trazidos de Sião, eles eram apresentado como os Gêmeos Siameses. Como dito anteriormente, o termo ‘siameses’, muito popular hoje em dia, nasceu devido aos irmãos. Apesar de terem assinado um contrato de cinco anos, Chang e Eng eram tratados como se fossem escravos.

Os irmãos foram muitas vezes humilhados pelo público e tratados como se não fossem humanos. Por diversas vezes, eles tiveram que se despir na frente de todos para que as pessoas pudessem comprovar que o que viam não era um truque. Além de médicos, chamados para examiná-los durante as apresentações para convencer as plateias.

Mesmo após terem atingido os 21 anos de idade, alcançando assim a maioridade, eles ainda continuaram a serem atrações. Contudo, agora, o faziam por conta própria nos “shows de horrores”. As pessoas eram fascinadas pela aparência e inteligencia dos irmãos. Entretanto, Chang e Eng bolaram um plano para que, diferente de antes, todo o dinheiro das apresentações fosse para eles.

Uma nova vida

Por longos 7 anos, os irmãos se apresentaram por todos os cantos dos EUA. Ganhando e acumulando dinheiro para que pudessem se aposentar. E assim foi feito. Eles compraram uma casa no estado da Carolina do Norte e acabaram se tornando escravocratas. Chang e Eng posteriormente se casaram. Entretanto, eles acabaram por cometer um crime, uma vez que eles se casaram com mulheres brancas. Isso, devido as leis anti-miscigenação da época. Alguns de seus filhos foram enviados para lutar na em conflitos.

Por serem famosos e ricos, os sulistas tratavam os irmãos como se fossem brancos. As questões imigratórias não eram tão fortes e eles viveram em paz por um determinado tempo. Para cada uma das esposas, uma casa foi comprada em terrenos próximos. Assim, um acordo foi selado com elas. Chang e Eng passariam na casa de cada uma delas três dias. Como resultado, os irmãos tiveram incríveis 21 filhos. Seus herdeiros ainda fazem uma reunião anualmente para celebrar a família.

Por beberem muito, alguns problemas de saúde começaram a surgir e, devido a um ataque cardíaco, Chang precisou passar algum tempo de repouso sobre uma cama. O que, logicamente, impunha a Eng uma grande privação. Em um determinado dia, ao acordar Eng percebeu que seu irmão estava morto. Os irmãos haviam feito um combinado antes do episódio em que, caso Chang viesse a morrer, um médico poderia realizar a arriscada cirurgia para separar os irmãos.

No entanto, isso nunca ocorreu. O médico nem mesmo conseguiu chegar até o lugar antes da morte de Eng, que ocorreu algumas horas depois. Os médicos nunca chegaram a um consenso a respeito de sua causa de morte.