Carlos Eduardo Miranda foi nome fundamental para o rock brasileiro das últimas décadas

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A morte de Carlos Eduardo Miranda, ou simplesmente Miranda como era chamado pelos amigos, deixa uma lacuna enorme na música brasileira. Como produtor e jornalista ele foi figura fundamental não só para o rock como para a música brasileira como um todo das últimas décadas.

Quando crítico musical, no final dos anos 80/início da década de 90, ele foi dos primeiros a chamar a atenção da mídia do Sudeste para bandas como Raimundos, Chico Science e Nação Zumbi e Skank graças aos textos que escreveu para a revista Bizz.

Foi também como repórter da revista que em 1993 ele foi incumbido de escrever uma matéria de capa com os Titãs e aproveitou a oportunidade para mostrar para a banda alguns nomes da nova geração. O então septeto, se animou com o que escutou e daí nasceu a ideia deles fazerem um selo para poder dar vazão a essa produção. Nascia assim o selo Banguela que em apenas um ano lançou os primeiros trabalhos de Raimundos, Mundo Livre S/A e Maskavo Roots.

Ele ainda trabalharia em selos e gravadoras como o Excelente (também em parceria com alguns dos Titãs) e a Trama e produziu, ou incentivou um grande número de artistas: de Cansei de Ser Sexy a Gaby Amarantos.

A história de Miranda e o rock brasileiro dos anos 90 foi contada em 2015 no documentário “Sem Dentes: Banguela Records e a Turma de 94” do também jornalista Ricardo Alexandre.

Na década passada ele se tornou também conhecido do grande público depois de se tornar jurado do “Ídolos” no SBT (ele também exerceria a mesma função nos programas “Astros” e “Qual é o Seu Talento?”.

Miranda nasceu em Porto Alegre em março de 1962 e morreu um dia depois de ter completado 56 anos após ter sofrido um mal súbito. Ele deixa mulher e uma filha de 2 anos.

FATOS DESCONHECIDOS