Abelhas bêbadas? Na Austrália acontece

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Quem nunca saiu com um amigo que teve que ser carregado depois da festa de tão bêbado que atire a primeira pedra. Beber além da conta, em algumas ocasiões, é cena bastante comum entre os humanos, mas o famoso “caindo de bêbado” não é exclusividade da nossa espécie. Na capital australiana, abelhas foram flagradas bêbadas próximas ao parlamento e o apicultor-chefe — acreditem, por lá o parlamento tem mesmo um apicultor-chefe —, Comarc Farrell publicou explicações no Twitter sobre o que levou as abelhas australianas a caírem por Camberra parecendo bêbadas: elas de fato estavam.

Segundo Farrell, as abelhas flagradas estavam bêbadas de néctar fermentado de flores, o que ocorre graças ao clima australiano que esquenta logo no início do verão. “À medida que o tempo esquenta, o néctar de algumas flores australianas fermenta”, disse no Twitter.

Embora pareça apenas inusitado e engraçado, a embriaguez das abelhas pode prejudicar cada indivíduo e a colmeia como um todo. As abelhas que voam bêbadas podem sofrer acidentes, morrer de intoxicação por álcool e não encontrar o caminho de volta para casa, ficando muito vulneráveis.

As que conseguem chegar até a colmeia são mantidas do lado de fora por “seguranças” como medida preventiva, para não fermentar o mel por dentro, o que poderia prejudicar toda a colônia.

O apicultor-chefe do parlamento explicou também que hidromel e vodka de mel podem ser produzidas — o que realmente acontece nas cinco colmeias presentes na Casa do Parlamento. As bebidas são muitas vezes oferecidas como presentes a autoridades estrangeiras.

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Fonte: Reprodução/Twitter

As colmeias foram criadas pelo Departamento de Serviços Parlamentares e pela Sociedade de Apicultura da Universidade Nacional Australiana e foram instaladas na paisagem que circunda o edifício ainda em 2017.

A iniciativa liderada por estudantes de gestão em abelhas faz parte de um esforço global que visa combater a diminuição das populações de abelhas, cruciais para os ecossistemas, a segurança alimentar e a sustentabilidade ambiental.

Em seus tweets explicativos, Farrell ainda contou que esse comportamento acontece apenas com as abelhas exóticas que foram introduzidas em alguns países europeus há 190 anos

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