A história do empresário por trás da Dolly

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O refrigerante faz parte do nosso dia a dia, mas da mesma maneira, o produto por si só, já pode ser considerado delicado e polêmico, pois apesar de ser uma paixão nacional, o refrigerante está na mira dos ministérios de saúde do mundo todo, afinal ele é acusado de promover e facilitar o surgimentos de uma série de doenças e complicações de saúde. Tudo isso graças a sua quantidade elevada de sódio, açucares, conservantes, ácidos e corante.

Quando a palavra refrigerante é falada, algumas marcas vem à cabeça. É provável que a maioria logo lembre da Coca-Cola, outros podem pensar no brasileiro Guaraná Antártica e poucas pessoas vão citar os refrigerante regionais que fazem a alegria de todo mundo que mora em certa região. Você não sabe o que é um refrigerante regional?

Os refrigerantes regionais são basicamente, como o nome já diz, refrigerantes que são vendidos em uma determinada região. Ele podem até ir para outras cidades ou estados mas são considerados uma raridade longe de seu estado ou região de origem. Um clássico é o refrigerante maranhense Jesus, que ganhou o Brasil por seu gosto doce e cor um pouco extravagante.

Outro exemplo pode vir em forma de música na cabeça. Quem não se lembra do comercial em que uma voz começava a cantar “Dolly. Dolly Guaraná, Dolly. Dolly Guaraná, um sabor diferente”? Essa empresa brasileira atua principalmente na região sudeste do Brasil.

A empresa é bastante conhecida por seu mascote, o Dollynho. E em 1987, ela lançou o primeiro refrigerante diet no país. Ela pertence ao empresário Laerte Codonho, de 57 anos. O empresário decidiu empreender no ramo de refrigerantes quando tinha 26 anos. E foi ele quem idealizou o pioneiro diet Dolly.

Engana-se quem pensa que, por ser mais regional, a Dolly não tem um lugar de destaque no mercado. Na região de São Paulo, a empresa está em segundo lugar nas vendas. E por mais que não divulguem números, é estimado que ela consiga arrecadar cerca de 700 milhões de reais anualmente.

Pioneirismo

Até 1987, os consumidores brasileiros não tinham a opção de tomar um refrigerante diet. Isso porque uma lei de 1973 não autorizava a fabricação desse tipo de refrigerante no país. A proibição era baseada nos resultados de pesquisas feitas na década de 1960, nos EUA. Ela não recomendava o uso de adoçantes sintéticos em grandes quantidades.

Mas algumas pesquisas desmistificaram essa questão. Com as conclusões, as pesquisas mostraram que dificilmente alguém beberia de dois a três mil litros de refrigerante por dia para ter o risco de contrair uma doença, como atestavam as pesquisas anteriores.

E no ano de 1988, o Poder Judiciário deu à Dolly o ganho de causa para poder fazer os seus refrigerantes diets nos sabores guaraná e limão. E isso abriu o mercado nacional de refrigerantes diets.

A priori, esse tipo de refrigerante era conhecido para ser destonado a cardiopatas e obesos. Atualmente, ele é um produto para as pessoas que querem manter a forma ou até mesmo para diabéticos e cardíacos.

Depois de 1994, a empresa se consolidou no Brasil com a sua linha diet. Então a Dolly começou a produção para refrigerantes adoçados com açúcar nos sabores guaraná, limão, uva, laranja e cola. E claro, mantendo o carro chefe que é o Dolly Guaraná.