89 ANOS DO ‘EVENTO DO CURUÇÁ’, O TUNGUSKA BRASILEIRO

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Ser alvo de um espetáculo astronômico é mais comum do que se imagina. Materiais cósmicos caem diariamente na Terra sem que ninguém se dê conta, mas em alguns casos, por suas proporções maiores, a história pode ser um pouco diferente.

Reprodução: Veja

Em 1908 o evento Tunguska registrou a queda de um objeto celeste na Sibéria, próximo ao rio Podkamennaya Tunguskano dia 30 de junho. Eis que 22 anos depois, no dia 13 de agosto de 1930, um episódio semelhante parece ter acontecido na região do Rio Curuça, no município de Atalaia do Norte, no Amazonas.

Reprodução: Biblioteca Pleyades

Na época, ribeirinhos da região afirmaram ter visto bolas de fogo caindo do céu, mas como nenhum relato em jornais brasileiros daquele periodo foi encontrado, a busca por evidências continua a todo vapor. Uma pesquisa inicial foi atribuída ao astrônomo inglês Mark E. Bailey que encontrou nos arquivos do Vaticano uma menção ao mistério relatado por Fedele D’Alviano, monge capuchinho que estava em missão religiosa próxima ao rio Curuça cinco dias após o evento. Além desse registro, entrevistas com a população local na qual foram mencionados estrondos e chuva de poeira alimentam a teoria de que o fenômeno realmente tenha acontecido.

Embora não haja uma prova absoluta como a presença de cristais, grandes desníveis ou outras substâncias produzidas pelo impacto, Bailey acredita que o mistério do rio Curuçá seja um dos eventos cósmicos mais importantes do século XX

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