7 pessoas que tiveram a sua reputação transformada após sua morte

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Durante a vida, muitas pessoas almejam o sucesso e sonham em ser amadas pelo público. Muitas pessoas até alcançam esse objetivo em vida, em quanto outras não estão mais aqui para ver os sonhos se tornarem realidade.

Mas o fato é que ninguém fica no topo para sempre. Atualmente, isso ainda é mais comum, um pequeno deslize pode colocar em risco anos de trabalho. Hoje você pode ser amado e adorado por milhares de pessoas, e acordar amanhã sendo o odiado da nação. No entanto, quando estamos falando da América, tudo é possível, e o céu é o limite. Prova disso são essas celebridades e figuras públicas que, mesmo com a reputação no fundo do poço, tiveram a sua imagem totalmente transformada após a sua morte.

1 – Abraham Lincoln

Hoje, Abraham Lincoln é considerado por historiadores como o maior presidente dos Estados Unidos. No entanto, enquanto Lincoln estava no poder, muitos americanos não concordariam com esse título.

Durante os seus anos de governo, ele nunca foi considerado um bom presidente, e era frequentemente criticado pelos meios de comunicação e pelo povo americano. Prova disso é que ele teve apenas 40% do voto popular, ganhando a eleição graças a maioria dos votos do colégio eleitoral.

Sua reputação só começou a mudar em 15 de abril de 1865, quando o presidente foi assassinado. Depois do assassinato, o povo começou a reavaliar a imagem de Lincoln. Com o passar dos anos, as pessoas até começaram a ver o presidente assassinado como o Grande Emancipador que salvou a União.

2 – Charlie Chaplin

Se tratando da indústria cinematográfica, Charlie Chaplin fez de tudo. Foi ator, escritor, diretor, produtor e editor. Quanto à sua contribuição artística, não restam dúvidas do seu talento e influência. No entanto, a sua vida pessoa sempre foi cheia de polêmicas e controversas. A começar pelo seu casamento, quando ele, aos 29 anos, se uniu com uma jovem de 16 anos. Depois do divórcio conturbado, Chaplin se casou novamente com uma jovem de 16 anos. Dessa vez com Lita Grey, com quem também se divorciou. Ele se casou pela terceira vez aos 44 anos de idade com Paulette Goddar, de 22 anos.

Mas os seus vários casamentos e divórcios conturbados não foram os piores escândalos envolvendo o ator. O pior deles foi quando Joan Barry, o acusou de ser pai do seu filho. A acusação fez com que o governo federal também o acusasse por violação da Lei Mann. Mesmo sendo absolvido das acusações, o escândalo sexual manchou a sua imagem diante da opinião pública.

Em 1952, quando Chaplin visitou a Inglaterra, os Estados Unidos revogaram o seu visto. E o Procurador Geral, James McGranery, declarou que Chaplin não seria autorizado a retornar ao país devido as graves acusações morais. Chaplin teria dito nessa época que “não voltaria aos Estados Unidos nem se Jesus Cristo fosse o presidente”. E ele não voltou ao país até 1972, quando foi o primeiro homenageado no Lincoln Center. E hoje, como sabemos, ele é bastante amado e adorado em todo o mundo, apesar de todos os escândalos.

3 – Muhammad Ali

Quando morreu em 2016, Muhammad Ali foi bastante homenageado com manifestações de amor por ele. Nem dá para imaginar que a lenda do esporte já foi odiada. Isso devido a sua devoção e conexão com a Nação do Islã. Em 1966, Ali foi recrutado para fazer parte do exército americano contra a sua vontade. Ele se recusou a ser escolhido e fazer o juramento, citando a sua religião muçulmana negra. A sua atitude logo ganhou enorme repercussão e o boxeador foi preso por evasão. Ele ficou preso durante três anos e só retomou a sua carreira em 1970.

No ano seguinte, muitos americanos decidiram torcer contra o boxeador na luta contra Joe Frazier. Nessa ocasião, Ali chegou a comentar: “Qualquer negro que torça por Joe Frazier é um traidor. As únicas pessoas torcendo por Joe Frazier são brancos de terno, xerifes de Alabama e membros da Ku Klux. Klan. Eu estou lutando pelo pequeno homem no gueto”. Naturalmente, a declaração piorou ainda mais a reputação do boxeador.

Só depois de muitos anos é que as pessoas começaram a olhar mais para Ali como um grande boxeador. Mas a mudança positiva da sua imagem aconteceu mesmo depois que ele foi diagnosticado com a doença de Parkinson. A sua postura durante o tratamento trouxe uma nova visão das pessoas sobre quem ele era. Um escritor chegou a dizer que “Ali se transformou em um monumento vivo para a luta global por tolerância e dignidade”.

4 – Frank Sinatra

Hoje Frank Sinatra é tido como um dos cantores mais influentes do século XX. Mas, durante a sua vida, ele foi odiado pela nação. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando os jovens da sua idade estavam lutando na guerra, ele estava cantando. Isso porque Sinatra preencheu os formulários de recrutamento do exército alegando que era “neurótico” e “tinha medo de grandes multidões”. Depois disso, ele foi declarado inelegível e não precisou ir para a guerra. Segundo o historiador William Manchester, Sinatra foi “o homem mais odiado da Segunda Guerra Mundial”, isso porque as esposas dos soldados estavam ouvindo suas músicas enquanto seus maridos estavam em combate.

Sua carreira só começou a reascender novamente quando ele venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante, em 1954. E depois disso, graças a sua performance emocionante no filme II Guerra Mundial, vestindo traje militar como nunca fez na vida real. Com isso, ele conseguiu diversos papéis ativos e conquistou novamente o público que passou a adorá-lo.

5 – Ted Williams

Ted Williams disse uma vez: “Tudo o que eu quero da vida é que quando eu andar nas ruas as pessoas digam: Lá vai o maior rebatedor que já existiu”. E quanto às suas conquistas esportivas, não restam dúvidas sobre o seu talento. A estrela do Boston Red Sox colecionou vários prêmios durante a sua carreira, mas a sua personalidade fez com que ele não fosse tão querido pelas pessoas. Williams estava sempre mal humorado e sempre se envolvia em problemas com a mídia. “Eu sou o cara que eles amam odiar”, disse ele uma vez. E não era só a imprensa que não suportava o jogador, os colegas de time e torcedores também tinham problemas com ele.

A sua reputação melhorou quando, em 1999, durante o All-Star Game, Willians foi homenageado como “o maior rebatedor que já existiu”. Hoje o rebatedor é lembrando com bons olhos pelos filhos e torcedores do seu time. A sua reputação geral, tanto como esportista quanto como pessoa, nunca esteve melhor.

6 – George Steinbrenner

George Steinbrenner foi o presidente do time New York Yankees durante vários anos. Quando assumiu o controle do time, George conseguiu levar os Yankees ao topo, assinando um contrato com Jim Hunter. Em 1964, os Yankees entraram na World Series. Até então, ele era muito amado pelos torcedores, até que os mesmos se voltaram contra ele. O sentimento anti-Steibrenner entre os fãs começou quando a equipe já não apresentava os mesmos resultados e beirava a mediocridade. Só com os Yankees vencendo quatro títulos seguidos da Word Series é que a imagem de Steinbrenner começou a suavizar entre os torcedores. Quando morreu, em 2010, Steinbrenner era uma personalidade amada em Yankeeland.

7 – Jonas Salk

Jonas Salk se tornou um herói americano quando desenvolveu a primeira vacina eficaz para o tratamento da pólio, uma doença terrível que se espalhou pelos Estados Unidos causando um terror na população. Entre o final da década de 1940 até o início da década de 1950, estima-se que a pólio tenha matado cerca de 35 mil pessoas apenas nos Estados Unidos. Até hoje, Salk é lembrando no país com carinho, principalmente depois que a doença foi erradicada em 1979.

Mas, durante a sua vida, o médico foi bastante odiado pelos seus colegas cientistas. Não se sabe ao certo o motivo, mas o fato é que a comunidade científica não ia muito com a cara dele. Talvez por esse motivo, ele nunca tenha ganhado um Prêmio Nobel, mesmo em uma época com escolhas controversas. Segundo o livro de Charlotte DeCroes Jacobs, Jonas Salk: A vida, as pessoas carregavam ressentimento por ele, porque segundo ela, ele nunca lhes dava o crédito por suas colaborações.