7 imagens vistas por satélite mais chocantes dos incêndios na Amazônia

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Há algumas semanas imensas áreas da Amazônia e do Pantanal estão ardendo em chamas. Se você acessou as redes sociais e portais de noticias recentemente, muito provavelmente deve ter visto as chocantes imagens que mostram tamanha destruição das florestas pelo fogo. Tudo isso ocasionado pelo aumento das queimadas nessas regiões.

Incêndios se espalharam pelas florestas do norte do Brasil, incluindo os estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Chegando a atingir à tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai. A forte fumaça ocasionada pelos incêndios foi transportada pelo vento em direção ao Sudeste. O que

Na última segunda-feira, 19, a cidade de São Paulo amanheceu cinza e o dia parecia quase noite. A cidade, bem como outras partes do Mato Grosso e do Paraná, estava sob um manto de fumaça ocasionado pelos incêndios florestais na Amazônia. No início de agosto, o governo do Amazonas chegou a declarar estado de emergência devido ao aumento das queimadas.

A temporada de incêndios no estado brasileiro costuma ocorrer de agosto a outubro. Alcançando seu pico na metade do mês de setembro. Mas este ano o número de queimadas simplesmente fugiu do comum.

Segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o Brasil vive a maior onda de queimadas dos últimos cinco anos. Uma explosão de focos de incêndios foram registrados depois que fazendeiros no entorno da BR-163, no sudoeste do Pará, anunciaram o ‘Dia do Fogo’.

As queimadas

O Programa Queimadas do Inpe, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, registrou 71.497 focos de incêndio do dia 1 de janeiro a 18 de agosto. O que representa um aumento de 82% dos focos de incêndio. Isso em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 39.194 focos de incêndio no país. A última grande onda de incêndios registrada no Brasil aconteceu em 2016. Naquele ano 66.622 focos de queimadas entre essas datas foram relatados.

De acordo com Alberto Setzer, pesquisador do Inpe, em entrevista ao G1 as secas do período podem ajudar a alastrar o fogo. No entanto, as queimadas que estamos presenciando são todas de origem humana.

“Elas (queimadas) são todas de origem humana, umas propositais e outras acidentais, mas sempre pela ação humana. Para você ter queimada natural você precisa da existência de raios. Só que toda essa região do Brasil central, sul da Amazônia, está uma seca muito prolongada. Tem lugares com quase três meses sem uma gota d”água”, explicou Setzer.

Consequências

Os dados reunidos pelo Inpe também apontaram que unidades de conservação e as terras indígenas também estão sendo drasticamente afetas pelas queimadas. A fumaça das queimadas foram tão intensas que chegaram a ser detectadas pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos, a NASA. Na semana passada, a agencia espacial divulgou algumas imagens de satélite mostrando os focos de incêndios e toda fumaça causada por eles no Brasil.

Além do mais, a NASA apontou como os incêndios florestais atingiram outras partes do mundo no mês de julho. Mais 2,7 milhões de hectares na Sibéria foram atingidos pelas queimadas. Já na Espanha, o sistema de monitoramento Copernicus, que recebe o apoio da Agencia Espacial Europeia (AEE), registrou a pior série de incêndios florestais dos últimos 20 anos.

Abaixo você confere as principais imagens de satélite divulgadas por agências espaciais e portais de noticias sobre as queimadas no Brasil.

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As manchas em vermelho na imagem mostram a alta concentração atmosférica de monóxido de carbono (CO).

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Focos de queimadas no sudoeste do Pará que foram detectados por satélite.

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Imagem capturada por satélites da NASA que mostram corredor de fumaça formado da Amazônia sobre a América do Sul.

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FATOS DESCONHECIDOS