Vírus que na verdade fazem bem para a humanidade

91

An illustration of a single Virus floating depicted with the surrounding protein envelope encapsulating the inner icosahedral capsid that contains the viral genome

Vírus é um agente microscópico que se reproduz em células de hospedeiros vivos. E esses seres que não podem ser vistos a olho nu podem causar problemas inversamente proporcionais ao seu tamanho.

Só de se imaginar uma pandemia viral, vários bairros, cidades, países e até zonas geográficas inteiras podem entrar em um estado de calamidade. Esses pequenos organismos podem infectar plantas, animais e seres humanos, e algumas pessoas acham que eles podem ser uma ameaça para o futuro da humanidade. Mas a verdade é que nem todos os vírus são ruins. Quanto mais a ciência tem avançado e o estudo de alguns vírus se desenvolve, mais vemos que alguns podem ser benéficos e apresentar possibilidades positivas para o futuro.

1 – Bacteriófagos

Esse vírus, que infecta bactérias, foi descoberto em 1915, por Frederick Tort, e ficou famoso no campo da microbiologia sendo usado como uma ferramenta terapêutica para ajudar no controle de infecções bacterianas.

Existe uma forma de terapia, que está em desenvolvimento, que poderá ser usada de diversas formas. Ela é chamada de terapia de fagos. Já se fez uso dela para o tratamento de alguns tipos de doença, e ela é uma grande promessa para o tratamento de várias outras enfermidades, desde fibrose cística até câncer.

2 – Resistência ao calor

A erva daninha sempre conseguiu crescer em ambientes com temperaturas muito altas, e os pesquisadores descobriram que essa habilidade pode ser por causa de um vírus. Um fungo endofítico cresce nessa grama e o vírus infecta esse fungo.

Com essa descoberta, os cientistas colocaram esse vírus em outras plantas, o que deu a elas a mesma capacidade de sobreviver em temperaturas altas. Tomates foram cultivados em lugares com até 60º celcius. Já as plantas sem esse vírus não tem a mesma capacidade.

3 – Adenovírus

Esse é um grupo de vírus bem comum, e algumas de suas doenças são bronquite, pneumonia, infecções estomacais, resfriados e meningite. Mas pesquisadores descobriram que uma determinada cepa, parte adaptada do vírus o tipo HAdV-52, se liga a um carboidrato encontrado em células cancerígenas.

Com essa descoberta, o tratamento contra o câncer ganha algumas novas possibilidades. Claramente vários estudos ainda são necessários, mas no futuro isso poderá ser utilizado para ajudar a combater o câncer e ativar o sistema imunológico para fazer com que o próprio corpo os tumores em si.

4 – Norovirus

Esse tipo de vírus é responsável por epidemias como diarreia em cruzeiros e por devastar colônias de ratos de laboratório com doenças. Mas algumas cepas foram úteis para normalizar ratos que cresceram em ambientes estéreis. O problema era que os ratos não produziam células T suficientes, prejudicando as bactérias intestinais e a resposta imunológica.

Dando bactérias aos ratos, a situação das células imunológicas foi reequilibrada, e adicionando um norovírus o problema podia ser realmente resolvido. Além disso, os pesquisadores descobriram que cepas do norovírus ajudam a diminuir efeitos de patógenos que causam perda de peso, diarreia e outros sintomas relacionados em camundongos.

5 – Herpesvírus gama

O Gammaherpesvirinae é uma subfamília do herpesvírus. Na realidade existem vários tipos do vírus herpes, e os mais conhecidos são o vírus herpes simplex tipo 1 e o simplex tipo 2, que causam a herpes labial e genital.

O que acontece é que, quem é infectado com o gammaherpesvírus, tipo MHV-68, é mais resistente à infecção de intoxicação alimentar causada pela bactéria Listeria monocytogenes.

6 – GBV-C

O HIV é um dos piores vírus do nosso século, mas os cientistas tem focado seu olhar no GBV-C pelos efeitos que ele faz nos pacientes que são HIV positivos. O GBV-C é membro da família dos vírus Flaviviridae e pode ser referido como hepatite G. O que faz com que ele se torne interessante e digno da atenção dos pesquisadores é seu efeito na progressão do HIV.

As pessoas que tem HIV e GBV-C apresentam, normalmente, uma progressão mais lenta para a AIDS e têm uma melhor chance de sobrevivência.

7 – Arc Gene

Nossa consciência pode ter vindo de um vírus. Pesquisadores acreditam que um vírus se ligou ao genoma de um dos nossos ancestrais bem antes deles caminharem com duas pernas. Eles também acreditam que um pouco da codificação genética ainda existe em nossos cérebros e é responsável por um poder cerebral que inclui a consciência.

O processo de aprendizagem tem como essência o gene Arc, que se comunica enviando material genético de um neurônio para o outro. E esse processo de comunicação é visto em vírus.

 

FATOS DESCONHECIDOS

 

COMPARTILHAR