SERÁ QUE VOCÊ SOFRE DA SÍNDROME DA BUNDA MORTA?

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Inúmeros estudos já mostraram que passar o dia todo sentado não é algo bom para a saúde. Considerando que boa parte da população trabalha na frente de um computador, essa é uma realidade que não pode ser evitada de maneira tão fácil.

Uma postura incorreta pode gerar dores no fim do dia, mas para fugir desse problema basta seguir dicas básicas de ergonomia. Outro inconveniente gerado pelas longas horas no escritório pode não ser tão conhecido, mas acontece com frequência e é chamado de síndrome da bunda morta ou amnésia glútea. O nome pode parecer piada, mas é algo bem recorrente em clínicas de fisioterapia.

Bunda mole?

O problema é caracterizado pelo funcionamento inadequado do glúteo médio, um dos três principais músculos das nádegas. Segundo Kristen Schuyten, fisioterapeuta de um hospital em Michigan, nos EUA, ”isso pode acontecer em pessoas que se mantêm sentadas por longos períodos, mas também ocorre em quem não exercita a região o suficiente, mesmo sendo muito ativas”.

O músculo é um dos responsáveis pela estabilização da pelve, também conhecida como bacia, e seu enfraquecimento pode causar dor lombar e no quadril, pela compensação feita naturalmente para tentar amenizar o desequilíbrio.

A síndrome da bunda morta é causada por um processo natural, chamado de inibição recíproca. Quando nosso cérebro envia um comando para flexionarmos qualquer músculo em nosso corpo, o oposto a ele também recebe um aviso, mas para que se mantenha relaxado. Ao permanecermos sentados por longos períodos, os flexores do quadril são solicitados, enquanto os glúteos recebem sinal para relaxar. Músculos não utilizados acabam se tornando fracos, gerando a síndrome.

O quiroprata Andrew Bang afirma que já testemunhou a condição até mesmo em maratonistas. Por mais que eles sejam muito ativos, o fortalecimento desproporcional dos quadris e isquiotibiais faz com que os glúteos também fiquem relaxados por bastante tempo.

Meus glúteos estão em dia?
Somente um profissional pode avaliar, e confirmar, se você realmente sofre da síndrome da amnésia glútea, mas é através do teste de Trendelenburg que a análise é feita. Ele consiste em levantar uma das pernas para trás, estando em pé. O problema é identificado pela inclinação da pélvis para o lado da perna levantada, pois isso indica o glúteo médio enfraquecido.

Bang diz também que a curvatura da coluna pode apontar o problema. O formato de “S” dela é natural, mas quando em excesso pode significar que os flexores de quadril estão muito fortalecidos, forçando essa postura.

Formas de evitar o problema

O melhor caminho para evitar o problema é fazer pequenas pausas durante o dia, para que você possa caminhar ou até mesmo se alongar. Kristen recomenda que se agende um alarme no celular, como uma forma de lembrete.

Quando executar os movimentos, lembre-se que os alvos devem ser os glúteos. Bang recomenda um exercício em que, de pé, uma das pernas seja levantada, enquanto o dedão do pé aponta para baixo. Isso faz com que o glúteo médio seja especificamente solicitado, bastando de 10 a 15 repetições para que o movimento tenha a eficácia desejada.

Independente dos movimentos escolhidos, o importante é a variação deles, evitando ao máximo passar longos períodos em uma mesma posição. Algumas pessoas têm utilizado até bolas de pilates como cadeira no trabalho, mas mesmo essa opção deve ter uma variação regular, segundo Bang.

MegaCurioso*

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