O dilema de William Bonner: como agir na nova entrevista com Dilma?

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W_Bonner1Um dos mais comentados acontecimentos do primeiro turno da eleição presidencial foi o embate entre William Bonner e Dilma Rousseff no Jornal Nacional.

Os dois ficarão frente a frente mais uma vez no dia 21, quando a candidata à reeleição for sabatinada no Palácio da Alvorada, em Brasília.

Patrícia Poeta, que deixa a bancada do JN no dia 31, participará da entrevista. A transmissão será ao vivo.

A questão é: Bonner repetirá o comportamento enérgico, contestando a todo momento as afirmações da presidente, sem disfarçar a insatisfação com as respostas?

Ou assumirá uma postura menos contundente para evitar a mesma repercussão — críticas, ironias, memes — do encontro anterior, no qual ele roubou a cena da candidata?

Após o primeiro ‘duelo’ entre com a presidenciável, Bonner usou o Twitter para justificar a pressão direcionada contra Dilma: “Jornalista que não é incisivo com o entrevistado vira assessor de imprensa’.

Levita sobre a cabeça de Bonner, que além de apresentador, é editor-chefe do JN, a espada da imparcialidade.

A Globo sempre foi acusada de tomar partido nas eleições, mesmo não assumindo oficialmente a preferência por esse ou aquele candidato.

Qualquer que seja o tom imposto para replicar a candidata petista, Bonner vai desagradar uma parcela do eleitorado, dos políticos e provavelmente até de parte da imprensa.

O episódio precedente fará com que ele seja tão minuciosamente monitorado quanto Dilma. Foi o que aconteceu no debate promovido pela Globo no dia 2.

No dia seguinte, o apresentador virou manchete por seus erros e gafes. Assim como os presidenciáveis, o âncora do JN tem sido tratado como um personagem da eleição.

Na entrevista com a presidente, a atenção estará voltada também para Patrícia Poeta. Será um dos últimos momentos de maior visibilidade da apresentadora antes de se despedir do telejornal.

Na primeira sabatina com Dilma, em agosto, Poeta resignou-se com o papel coadjuvante. Desta vez poderá querer se destacar ao final de 3 anos à frente do Jornal Nacional.

Terra

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