Faroeste Caboclo ganha sete troféus no Prêmio de Cinema Brasileiro

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227916Renato Russo, onde estiver, deve estar emocionado e agradecido. Era essa a frase que muitas pessoas repetiam após a consagração do filme Faroeste Caboclo, inspirado na canção homônima do falecido cantor, na 13ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, realizado na noite de terça-feira (26), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Apresentado pelo casal Caio Blat e Maria Ribeiro, que incorporaram os personagens Paulo e Maria Alice, vividos por Paulo José e Leila Diniz no filme Todas as Mulheres do Mundo, exibido em 1967, cujos trechos, projetados entre os anncios de cada categoria, serviram como fio condutor do roteiro da cerimônia – o prêmio reuniu diversos famosos e cinéfilos na plateia. Lá estavam Isis Valverde, Joana Fomm, Debora Nascimento e José Loreto, Letícia Spiller, Fabiana Karla, Daniele Suzuki, Sophie charlote, Cláudia Alencar, entre outros.

Das 13 categorias às quais havia sido indicada, Faroeste Caboclo, dirigido por René Sampaio levou sete.

Em sua estreia como protagonista no cinema, Fabrício Boliveira recebeu o troféu Grande Otelo de melhor ator, entregue por Cacá Diegues, Luiz Carlos Barreto e Nelson Pereira dos Santos.

O ator, que emagreceu 10 quilos para interpretar o João de Santo Cristo, se emocionou.

“Opa, acho que ganhei. Agradeço aos encontros que temos na vida, no cinema, no amor e consigo mesmo”, disse Fabrício, que está no ar na telinha em Boogie Oogie.

Vencedora na categoria Atriz Coadjuvante, por sua atuação no filme Somos Tão Jovens, Bianca Comparato dedicou o prêmio à família de Renato Russo.

“Estou muito feliz, essa personagem foi muito arriscada. Quero dedicar à família do Renato Russo, que apostou na gente”, disse a atriz.

Vencedores nas categorias ator coadjuvante, melhor atriz e melhor diretor, Wagner Moura – que está na Colômbia, filmando a série Narco, de José Padilha – além de Glória Pires e Bruno Barreto, respectivamente, forma as ausências sentidas.

Ana, filha de Glória Pires, representou a mãe e leu um breve discurso.

“Quero agradecer ao Bruno e Lucy Barreto e a tantas outras pessoas da equipe e também à minha filha Ana, por ter vencido a timidez e aceitado me representar”.

Uma bela homenagem ao cineasta e dramaturgo Domingos Oliveira deu o tom do evento que, no desfecho, o reverenciou no palco, onde o artista subiu acompanhado pela filha, Maria Mariana e pelos quatro netos.

Das mãos de Paulo José, Domingos recebeu o troféu Grande Otelo, emocionado.

“Entro neste palco trazendo o que tenho de melhor: meus netos. O cinema é imprescindível na formação do homem, e não há nada de que o homem precise mais para sua formação do que moral. Claro que deve haver o cinema popular, mas a indústria brasileira de cinema tem que saber fazer o cinema til. Foi uma gracinha o que aconteceu aqui hoje”, disse Domingos.

Paulo Goulart e José Wilker, foram lembrados em homenagens póstumas.

Confira a relação de vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2014:

MELHOR FILME

Faroeste Caboclo

MELHOR DOCUMENTÁRIO

A Luz do Tom

MELHOR COMÉDIA

Cine Holidy

MELHOR FILME INFANTIL

Meu Pé de Laranja Lima

MELHOR ANIMAÇÃO

Uma História de Amor e Fria

 

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Django Livre (Estados Unidos)

MELHOR DIREÇÃO

Bruno Barreto (Flores Raras)

MELHOR ATOR

Fabrício Boliveira (Faroeste Caboclo)

MELHOR ATRIZ

Glória Pires (Flores Raras)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Wagner Moura (Serra Pelada)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Bianca Comparato (Somos Tão Jovens)

MELHOR FOTOGRAFIA

Gustavo Hadba (Faroeste Caboclo)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

José Joaquim Salles (Flores Raras)

MELHOR FIGURINO

Marcelo Pies (Flores Raras)

MELHOR MAQUIAGEM

Siva Rama Terra (Serra Pelada)

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Uma História de Amor e Fria

Serra Pelada

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Kléber Mendonça Filho (O Som ao Redor)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Marcos Bernstein e Victor Atherino (Faroeste Caboclo)

MELHOR MONTAGEM – FICÇÃO

Márcio Hashimoto (Faroeste Caboclo)

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO

Marília Moraes e Tina Baz (Elena)

MELHOR SOM

Leandro Lima, Mirian Biderman, Ricardo Chuí e Paulo Gama (Faroeste Caboclo)

MELHOR TRILHA SONORA

Paulo Jobim (A Luz do Tom)

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Phillipe Seabra (Faroeste Caboclo)

MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO

Flerte, de Hsu Chien

MELHOR CURTA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO

A Guerra dos Gibis, de Thiago Brandimarte Mendonça

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

O Menino que Sabia Voar, de Douglas Alves Ferreira

* Com informações de O Fuxico

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