Esposa do goleiro Bruno faz 1ª visita após transferência e diz que ele não está vendo a Copa

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ingrid_calheirosIngrig Calheiros, esposa do goleiro Bruno Fernandes, foi até a Penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais, neste domingo (6) para visitar o atleta pela primeira vez desde que ele foi transferido da Penienciária de Nelson Hungria.

Ingrid chegou sozinha ao local e disse que estava ansiosa para o reencontro. “Estou muito ansiosa para saber como ele está. Doutor Francisco Simin esteve aqui e disse que ele estava bem, mas estou ansiosa porque já fazem três semanas que não o vejo.”

A esposa do goleiro disse ainda que ele não está acompanhado os jogos da Copa do Mundo, pois não recebeu o rádio que é permitido na penitenciária de segurança máxima e o local não possui televisão.

A dentista afirmou que está esperançosa quanto ao retorno de Bruno aos gramados. “Agora dá aquele frio na barriga, aquela sensação boa de estar chegando ao fim desta batalha. Na verdade a gente está bastante confiante. Primeiramente agradeço a Deus, ao trabalho fantástico do Francisco Simim e também a oportunidade que o Ville deu ao Bruno, mas ainda dependemos de uma decisão do juiz então vamos aguardar”, disse.

O goleiro Bruno, de 29 anos, tem um contrato assinado com o Montes Claros Futebol Clube, time que disputa atualmente o Módulo 2 do Campeonato Mineiro, até 2019, e seus advogados de defesa aguardam decisão da Justiça quanto a um pedido para que o jogador tenha direito ao trabalho externo ainda este ano, mesmo cumprindo a pena em regime fechado.
A esposa do jogador já tem uma casa alugada em Montes Claros, cidade que fica a cerca de 50 km de Francisco Sá, e espera exercer a profissão de dentista na cidade. “Ainda estou desempregada. Vou entregar meus currículos”, disse Ingrid.

Entenda o caso

Bruno Fernandes foi condenado pela Justiça de Minas, em março de 2013, a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime, e reduzida pela confissão do jogador.

Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade. (G1)

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