Descubra como eram as baratas há 300 milhões de anos

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03-19
Quando se trata de desvendar os mistérios da vida, a ciência não mede quaisquer esforços. Não à toa o século 21 veio acompanhado das mais diversas descobertas, sem esquecer, claro, de todo o percurso que a ciência vem percorrendo desde seus primórdios. Aqui na Fatos Desconhecidos, já falamos algumas vezes sobre assuntos do gênero, e se você não viu, pode conferir algumas matérias, como essas: Cientistas encontram fósseis de pinguins de 2 metros; 5 descobertas arqueológicas mais chocantes da história; 7 insetos pré-históricos que você provavelmente não conhecia; Ainda é possível trazer os dinossauros de volta a vida?.

Uma dúvida muito frequente é o por que os insetos pré-históricos eram gigantes, assim como vários outros animais do período. Bem, ali pelo período Carbonífero, antes do Triássico (no qual surgiram os dinossauros), era muito comum que houvessem insetos realmente enormes e em grandes quantidades, na Terra. Durante muito tempo acreditou-se que a causa desse “gigantismo” era causado pelo aumento substancial do oxigênio na atmosfera terrestre.

Porém, novos estudos apontam que, na verdade, esses insetos precisaram crescer para que não fossem envenenados pelo oxigênio. O co-autor da pesquisa, Wilco Verbek, da Plymouth University (EUA), afirmou à National Geographic que: “Nós achamos que não foi apenas o oxigênio que afetou os indivíduos adultos, mas que o seu maior efeito seria nas larvas”, acrescentando que “analisar pela perspectiva das larvas, pode nos levar a um melhor entendimento sobre o porquê destes animais terem existido, e talvez porque deixaram de existir.”

Foi nesse período que as florestas passaram por seu maior desenvolvimento, o que resultou em um aumento significativo do oxigênio na atmosfera, por volta de 50% a mais do que o normal, no período. Os fósseis encontrados, de libélulas e baratas gigantes, remontam o período Carbonífero, há cerca de 359 a 299 milhões de anos.

Segundo Verbek e seu colega, David Bilton, as larvas das libélulas tinha a água como seu habitat inicial, antes de se tornarem adultos. Sabendo-se que existe oxigênio na água e que esta sofria aumento substancial de oxigênio dissolvido, por conta do aumento do mesmo na atmosfera, os cientistas chegaram aos resultados de que essas larvas sofriam mais que os outros animais, pois era mais sensíveis. O que explica, em teoria, o fato de conseguirem absorver mais oxigênio, através da pele, sem controle de absorção, enquanto os adultos podiam.

Aparentemente, ainda segundo Verbek e Bilton, esse seria o mesmo motivo pelo qual esses insetos não desapareceram totalmente após a diminuição de oxigênio na atmosfera. O que aconteceu foi uma gradual superação de outros animais. Verbek afirma que: “Níveis mais baixos de oxigênio não são de imediato fatais, mas provavelmente diminuem a performance destes insetos ao longo do tempo (…) esta performance reduzida, eventualmente, tornou possível que outras espécies ganhassem vantagem sobre estes insetos gigantes”.

A imagem acima é a de um fóssil de barata, com a idade aproximada de 300 milhões de anos. Ele foi encontrado na cidade de Mafra, em Santa Catarina, a espécie dessa “baratinha” foi batizada de Anthracoblattina mendesi. Essa espécie existiu há 320 milhões de anos e descrita no ano 2000, utilizando fragmentos de asa como base. Esses fragmentos foram retirados do mesmo local de onde mais 18 outros fósseis, que fazem parte do estudo. A pesquisa foi publicada na Revista Brasileira de Paleontologia, de acordo com o estudo, esse fóssil pertence a Era Paleozoica, entre 541 a 252 milhões de anos atrás. Sendo considerada a mais completa já encontrada na América do Sul.

Como é possível observar na imagem acima, o inseto em questão deixou algumas marcas na pedra. De acordo com os cientistas, isso aconteceu porque os insetos voavam muito próximo a água, o que fazia com que afundassem na lama, que milhões de anos depois, se transformou em rocha. Fazendo com que permanecesse o registro de vida nessas rochas negras, ricas em matéria orgânica.

Essa pesquisa mostra como foi rápida a evolução desses insetos e como estavam distribuídas pelo planeta, no passado. Além disso, também auxilia no entendimento do papel que as baratas possuem atualmente. Esse estudo, de acordo com o site Uol Notícias, foi desenvolvido por pesquisadores do Centro Paleontológio da Universidade do Contestado (CenPaleo) da Technische Universität Freiberg/Kazan Federal University, e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Então pessoal, o que acharam dessas baratinhas gigantes e outros insetos? Encontraram algum erro na matéria? Ficaram com dúvidas? Possuem sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!

FONTE(S) Notícias UolMundo dos Animais

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