Deborah Secco será comissária muambeira em novela das 18h

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1mai2014---a-atriz-deborah-secco-participou-do-cine-pe-2014-1399065362285_615x470A atriz Deborah Secco volta à televisão no elenco da primeira novela de época ambientada na década de 70, como uma comissária de bordo muambeira. De Rui Vilhena, com direção de Ricardo Waddington, “Boogie Oogie” entra no lugar de “Meu Pedacinho de Chão”, em agosto, na faixa das 18h.

“Naquela época, eram elas que tinham acesso aos produtos internacionais”, disse Deborah em entrevista ao UOL durante o Cine PE, em Pernambuco.
Longe das novelas desde “Insensato Coração” (2011), e afastada da TV desde a série “Louco Por Elas” (2013), Deborah Secco contou que está adorando a preparação para a novela. “Tenho muito orgulho de ter nascido nos anos 70, na verdade no final de 79, mas sou superapaixonada por essa década, vou aprender a dançar daquele jeito ‘Embalos de sábado à noite’ e fazer um cabelo estilo Farrah Fawcett”.
Os trabalhos para composição dos personagens, segundo ela, começam no dia 7 de maio no Projac. “Vamos aprender a dança típica da época, ver filmes de época, as gírias, os trejeitos, tipo aquela coisa dos homens passando a mão no cabelo, teremos aulas de história, tem sempre alguém que prepara”, disse.
A produção selecionará um ator para a novela por meio de um concurso no programa “Vídeo Show“. “Querem alguém com um perfil tipo surfista dos anos 70, semelhante ao André de Biase”, contou a atriz.
“O que eu mais curto nos anos 70 é o amor livre”
Questionada sobre qual as referências da década que serão tratadas na novela, ela responde de imediato: “O que eu mais curto nos anos 70 é essas coisa do amor livre, foi antes da Aids aparecer, as pessoas eram muito amorosas e livres, cabelos compridos e Beatles também são lembranças fortes para mim”.
Ela comenta que foi uma época muita intensa, de extremos. “Quem escolhia a liberdade vivia ela intensamente, do outro lado tinha governo, censura, e militares que também viviam suas opções com intensidade, é uma década muito especial”.
Outro aspecto que Deborah destaca sobre os anos 70 é que se trata de um mundo ainda sem internet. “É antes desse grande marco, que mudou a forma de ser, das pessoas se relacionarem, de amarem, e de lidar com o amor”, detalhou.
Embora reconheça que é impossível ser indiferente, ou estar fora dela, a atriz disse ser “contra” o mundo virtual. “Temos que entrar nesse novo mundo se não nossa vida para profissionalmente e em todos os aspectos, mas prefiro sem internet”.
Ela reconhece que parece uma contradição dizer isso, sendo que tem mais dois milhões de seguidores no Twitter. Para ela, a internet aproxima de quem está longe, mas afasta de quem está perto.  “Acho que seria melhor que as pessoas jantassem se olhando e não falando no celular, nas redes sociais, temos que desligar o celular, não ter o habito de andar com ele na mão, o tempo inteiro vendo tudo e conectado, prefiro olhar no olho”.
Fonte: Uol

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