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A colonização espacial nunca foi tão plausível quanto hoje em dia. Viagens espaciais sempre foram impressionantes, mas a partir do momento em que um empresário resolve investir em tecnologia para a reutilização de foguetes, reduzindo o custo de lançamento de forma significativa, parece que nossa realidade se transformou em um filme de ficção científica.

Caso tudo fosse tão fácil quanto em um longa-metragem, já estaríamos escolhendo em qual dos planetas do Sistema Solar passaríamos nossas férias de verão. Infelizmente, a realidade nos impede de vislumbrar planos tão ousados, pois cada ponto da galáxia possui peculiaridades que seriam fatais para simples humanos como nós.

1. Poeira lunar

Preocupamo-nos com os efeitos da poluição em nossa respiração, mas na Lua o problema seria ainda maior. Trajes espaciais ou uma cúpula que fornecesse oxigênio seriam itens indispensáveis, mas mesmo assim existiria um grande problema: a poeira presente na superfície lunar.

Em um comunicado de imprensa divulgado recentemente, a Agência Espacial Europeia informou que o grande risco é a presença de silicatos, um grupo de compostos de silício e oxigênio. Semelhante às cinzas vulcânicas da Terra, devido à falta de oxigênio na atmosfera, essa poeira não assenta, se tornando um grande empecilho para seres humanos. Inalar esse material não é nada bom para nossos pulmões, então é melhor tomar cuidado quando, no futuro, for fazer uma caminhada fora da estação lunar em suas férias.

2. Marte

A falta de um campo magnético, aliada a uma atmosfera mínima, faz da radiação solar um problema em potencial. Esse é só mais um empecilho quando consideramos os percloratos presentes na superfície, pois o composto químico existe em todo o planeta, se tornando um dos grandes problemas a serem contornados em uma possível colonização.

Altamente tóxico para seres humanos, quando ingerido o perclorato prejudica a produção de hormônios pela tireoide de forma aguda, além de diminuir a produção de medula óssea e danificar tecidos dos pulmões. Mais um desafio para os cientistas que planejam nossa estadia por lá.

3. Europa

A princípio inofensivo, ele é um dos satélites de Júpiter e possui um grande oceano congelado, apenas esperando uma sonda enviada por seres humanos para procurar vida. O problema está em sua localização, na região dos cinturões de radiação de Júpiter, fazendo com que seja bombardeado com radiação em quantidades letais para seres humanos. Até mesmo a futura missão, Europa Clipper, evitará orbitar o satélite diretamente para que a vida útil da espaçonave seja prolongada.

4. Titan

Este satélite de Saturno possui dimensões planetárias, se assemelhando muito à Terra, com uma atmosfera densa e regiões, aparentemente, com elementos em estado líquido. Ao chegar lá, você perceberia que tudo está congelado devido às baixíssimas temperaturas, e o que parece chuva, na verdade, é um composto parecido com a gasolina.

Com uma alta pressão atmosférica, os pontos de líquidos são compostos por hidrocarbonetos em finas camadas. A superfície não é necessariamente mortal, mas as condições não são nada favoráveis para frágeis seres humanos, então é melhor deixar a exploração dela com os robôs.

5. Espaço sideral

Quando voltou para a Terra, em junho de 1971, a cápsula da Soyuz 11 trazia os três primeiros cosmonautas que tripularam uma estação espacial. Para surpresa da equipe de resgate, todos estavam mortos, pois foram acidentalmente expostos ao vácuo do espaço sideral.

Ao contrário do que a maioria acredita, não explodimos quando estamos no espaço e sem trajes pressurizados — apenas sufocamos até a morte. Análises posteriores mostraram que, de acordo com os níveis de ácido lático presente no corpo das vítimas, os três cosmonautas morreram de forma lenta enquanto eram asfixiados. Após esse incidente, todos passaram a usar trajes pressurizados, evitando situações semelhantes.

MegaCurioso!

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