Concessionária paulista diz que prejuízo com depredações já soma R$ 3 milhões

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foto-1Nesta sexta-feira (20), a Caltabiano disse que o prejuízo provocado por depredações em suas três unidades soma R$ 3 milhões. Em nota, a empresa afirma que doze carros de luxo foram depredados durante ato do Movimento Passe Livre, nesta quinta-feira (19), na Zona Oeste de São Paulo.

A concessionária ainda revela que registrou boletim de ocorrência na manhã desta sexta (20). No mesmo período, a polícia fez perícia nas unidades. A rede afirma que “está tomando as providências para que tudo seja resolvido o mais rápido possível.”

Um grupo de mascarados utilizou diversos artefatos, como pedras e extintores, para depredar os veículos e alguns ficaram avariados. A rede informa que duas das três unidades invadidas foram recentemente inauguradas.

Veja quais carros foram depredados e o preço desses modelos zero quilômetro:
Smart Cabrio – a partir de R$ 72.000
Smart Coupê – a partir de R$ 67.700
Mercedes-Benz CLS 63 AMG – a partir R$ 599.900
Mercedes-Benz Classe E – de R$ 229.900 a R$ 529.900
Mercedes-Benz C200 – a partir de R$ 138.500
Mercedes-Benz GLK 220 – a partir de R$ 199.900
Mercedes-Benz Classe A 200 – a partir de R$ 99.900
Mercedes-Benz CLA – a partir de R$ 150.500
Mercedes-Benz Classe B – a partir R$ 115.900
Mercedes-Benz SLK 250 – R$ 214.900

A manifestação celebrava um ano da redução da tarifa do transporte público em São Paulo. Além dos carros, também houve depredação de quatro agências bancárias na Avenida Rebouças.

Desta vez, a PM não manteve policiais ao lado dos manifestantes como fez durante todos os atos anteriores.  Durante o protesto, a corporação informou ao G1 que adotou “estratégia diferente” e acompanhou “à distância”. A Tropa de Choque interveio para desbloquear a Marginal Pinheiros cerca de 20 minutos após as depredações ocorrerem. Ninguém foi preso.

A Polícia Militar responsabilizou o MPL pelos atos de depredação. Segundo o coronel Leonardo Torres Ribeiro, comandante do policiamento da capital, a PM atendeu o pleito do movimento, que enviou um oficio à corporação pedindo que o efetivo se mantivesse afastado.
Trechos da carta divulgados nesta sexta pelo Bom Dia São Paulo mostram que o MPL alegou que os movimentos devem ter autonomia para promover sua “própria segurança”.

O MPL rebate a PM. Para uma militante do movimento, a acusação da corporação “é uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais”. Ao G1, a jovem, que prefere não ter o nome completo divulgado, disse que “havia o acompanhamento policial de longe. Não pode dizer que não teve acompanhamento”. (G1)

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