Como é a vida dos descendentes dos guerreiros de Esparta?

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Você já imaginou como seria viver em Esparta e lutar ao lado do mítico rei Leônidas? Com certeza isso seria impossível, porém se você resolver visitar a região de Mani, na Grécia, você poderá entender melhor como era a vida de um espartano. O povo dessa região se autodenomina “os sucessores de Esparta”. Os maniotas hoje não vivem mais de guerras como antigamente, mas ainda levam consigo os ideais dos lendários guerreiros. A região é muito famosa por suas culinária e pela história que existe em suas colinas helênicas. Obviamente, nunca mais veremos ou saberemos o que era viver em Esparta, mas a Península de Mali seria o mais próximo que chegaríamos de entender esse povo. Viver como um maniota seria parecido com viver como um antigo espartano.

Hoje a Fatos Desconhecidos te leva a uma viagem no tempo que te levará a antiga cidade-estado de Esparta. Os espartanos sempre foram conhecidos pelo seu sangue guerreiro e força. Hoje em dia seus ancestrais não são diferentes, por mais que não mais guerreiem ou carreguem escudos e lanças. Descubra um pouco mais sobre o povo maniota e como é a vida dos descendentes dos guerreiros de Esparta.

Os Espartanos

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Muitos anos atrás a Grécia era dividida em várias cidades-Estado. Grande parte da região Peloponeso pertencia a Esparta. A cidade, que já foi tema de filmes famosos como 300, tinha como atividade principal a guerra. A cidade protegida por Ares tinha como sua antagonista a cidade de Atenas, cidade que é dada como o núcleo da filosofia, artes e política da Grécia. Enquanto os atenienses educavam suas crianças para a filosofia, os espartanos educavam as suas crianças para a arte da guerra, sobrevivência e batalha. As crianças espartanas começavam seus treinamentos aos sete anos de idade. Quando chegavam aos 20 anos os jovens se graduavam como guerreiros íntegros.

Um fato curioso de Esparta é que suas mulheres era conhecidas pela independência e educação que possuíam. Apesar de não se tornarem soldados, elas recebiam direitos a propriedade e educação formal. Isso é notável pois era algo que raramente acontecia em outras cidades-estado gregas. A região (Peloponeso) foi dominada no século 317 a.C pelos exércitos de Tebas. Contudo, a cidade resistiu aos exércitos otomanos e de Tebas na península de Mani.

Vida de Espartano moderno

Existe uma comunidade nas colinas ao sul da Grécia que se consideram os descendentes vivos dos lendários guerreiros espartanos. O maniotas que vivem ali escolheram levar uma vida o mais próxima possível do que um dia seus antepassados de Esparta tiveram.

Um dono de um pequeno Kafeneio (tradicional café grego) comenta que desde pequeno sua mãe o alimentava com bastante comida, para reforçar o porte de guerreiro. O dono do Kafeneio, chamado Oikomoneas, já é aposentado, mas com seus 84 anos ainda possui um porte físico vigoro. Passa grande parte do seu tempo conversando com seus fregueses. Ele argumenta que se você quiser entender melhor a vida de um espartano, tudo que você precisa fazer é visitar essa cidade. Eles vivem da forma mais espartana possível, segundo ele mesmo.

Os maniotas

Em 1970 que o local foi interligado com as demais estradas do Peloponeso. Devido isso, a região começou a receber várias pessoas de fora, algo que eles não estavam tão acostumados. No período onde eram “independentes”, a região chegou a ser regida por diversos clãs. Esses clãs e famílias seguiam um código de honra muito restrito. Nosso já conhecido Oikonomeas comenta que se um membro humilhasse um membro de outra família, o clã inteiro sofreria retalhação. Ele também comenta que esse era o código de honra maniota.

Atualmente esse lado guerreiro e menos passivo foi deixado de lado. A maioria dos maniotas dedicam-se ao cultivo de azeitonas. A região é famosa pelo azeite frutado e pelo Lalaggi, receita tradicional da região. Segundo Oikonomeas, o primeiro Lalaggi foi frito pelo rei Lelegas, primeiro rei espartano.

Apesar de não haverem provas cientificas que realmente esses homens e mulheres levam consigo o DNA espartano, eles ainda honram as antigas tradições e códigos de Esparta. É muito comum escutar na cidade o famoso mote usado pela esposa do Rei Leônidas; “I Tan I Epi Tas”, que quer dizer: “Com o escudo ou Sobre o escudo”. Em outras palavras, ou você volta vivo com seu escudo, ou morto sobre ele. Independente da linhagem sanguínea desse povo, lá é onde você realmente poderá vivenciar o máximo da lendária Esparta.

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Via bbc

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