Com jazz clássico e blues, Cluster Sisters conquista o Brasil

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cluster_sister_1Quando Maitê levou “It Don’t Mean a Thing” para Gabriela e Giovanna escutarem, elas não imaginavam que as três apresentariam a música para todo o Brasil no SuperStar e teriam a aprovação de Dinho Ouro Preto, Fábio Jr. e Ivete Sangalo. “Essa música é um marco, uma das primeiras que a gente tirou de ouvido”, revela Gabriela Catai. A versão de Ella Fitzgerald para esta canção e outras referências do jazz clássico e do blues definiram o estilo da Cluster Sisters.

A canção escolhida para a apresentação na segunda noite de audições do SuperStar, no último domingo, deu certo. O grupo passou para a fase seguinte com 75% de aprovação e terá Fábio Jr. como “padrinho”. “É um cara experiente, não é para qualquer um se manter na estrada tanto tempo e com tantos fãs. Acho que ele tem muito a acrescentar”, comenta Gabriela. A vocalista ainda lembra de escutar as músicas do cantor: “Minha mãe escutava muito rádio. Então, minha infância foi recheada de muito Fábio Jr.”.

As três amigas cantavam juntas no coral da Universidade Estadual de Londrina e decidiram formar um grupo. Aos 30, 28 e 25 anos, respectivamente, Gabriela, Maitê Motta e Giovanna Correia cantam músicas das décadas de 30 e 40 para todas as idades. “As crianças se divertem, jovens e adultos se encantam, e os idosos se emocionam”, revela Gabriela, sobre o público nos shows da banda.

Porém, a reação mais comum diante da música delas é outra, como conta a vocalista: “As pessoas ficam impressionadas. Acho que é por causa do quanto isso é diferente no Brasil. Geralmente, é a música erudita e de ‘soul’ que trabalha com vozes. Ela está no inconsciente coletivo, vindo da cultura americana. Não tenho conhecimento de outro grupo como o nosso, é uma música que está praticamente esquecida. É uma música que existiu, existe e, ao mesmo tempo, é novidade”. Os integrantes comentaram sobre o estilo do grupo logo após a apresentação na Audição 2 (veja no vídeo ao lado).

Quando a Cluster Sisters começou, em 2008, as vocalistas não imaginavam que esse seria o principal trabalho delas. “Achava que cantar seria sempre um hobby”, lembra Gabriela. Acreditando nisso, ela se formou em psicologia, enquanto Maitê é veterinária. Mas a realidade é que elas nunca se afastaram da música e acabaram não tendo tempo de exercer as profissões. Já Giovanna cursa Letras, depois de ter estudado Filosofia por alguns períodos na faculdade.

Quem assistiu à apresentação do grupo no último domingo viu que o estilo musical é acompanhado tanto pelo figurino como pela coreografia. Gabriela diz que os passinhos surgem espontaneamente: “Tem coisa que a gente não combina, mas faz. Quando alguma coisa fica legal, a gente fala ‘vamos fazer sempre?’” Ela completa dizendo que preferem não dançar enquanto cantam: “É difícil porque, como as linhas melódicas são complexas, a gente fica um pouco travada. Então, a gente reserva para os períodos que são mais instrumentais”.
Cluster ‘brothers’

Se o grupo é dominado por vozes femininas, os instrumentos ficam por conta de quatro representantes do sexo oposto. Antes da Cluster Sisters, Gabriela fazia parte de um grupo de blues, junto com Emílio Mizão, guitarrista, e Bruno Cotrim, baterista. “Um dia chamei as meninas para dar uma canja no meu show de blues e eles ficaram encantados”, lembra a vocalista.

Gabriela conta que o Diogo também é de Londrina e já tinha tocado com o grupo algumas vezes. Já o saxofonista Wesley é de Paranavaí, cidade vizinha a Londrina. “A gente conheceu ele dando canja em uma ‘Jam Session’”, diz Gabriela. (GSHOW)

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