Cinco fatos surpreendentes sobre a missão da Nasa a Plutão

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7e1iu3ry8chj87lp1ftzpnpxuApós uma espera de nove anos e meio, uma das missões mais ambiciosas da exploração espacial cumpriu seu objetivo. Na manhã desta terça-feira (14), às 11h49 GMT (7h49 no horário de Brasília), a sonda New Horizons, da Nasa, se tornará a primeira a visitar Plutão.

A expectativa é a de que essa viagem ao planeta anão possa oferecer uma visão mais completa de uma região completamente inexplorada do nosso Sistema Solar.

Na véspera, uma medição feita pela sonda não-tripulada revelou que Plutão é um pouco maior do que se pensava, com um diâmetro de 2.370 km – quase a distância entre São Paulo (SP) e Maceió (AL).

Veja outras cinco informações que fazem dessa uma missão espacial sem precedentes.

0,,14867097-EX,001. Por que vale a pena viajar a Plutão?
Para começar, esse é o último dos nove planetas “clássicos” a ser visitado por uma missão espacial. Ainda que, em 2006, Plutão tenha sido rebaixado de planeta para a categoria inferior de planeta anão, esse enigmático habitante dos confins gélidos do Sistema Solar tem muito a dizer.

Se espera que Plutão, que orbita a uma distância ao cerca de 5,9 bilhões de quilômetros do Sol, ofereça uma visão mais completa de uma região completamente inexplorada do nosso sistema.

Ela é tão distante que nem mesmo o telescópio Hubble conseguiu obter detalhes desse corpo celeste descoberto em 1930.

1-face-nh-pluto-approaches-charon_586x4222. O que essa missão espera descobrir?
Em seu ponto mais próximo, a New Horizons estará a cerca de 12.500 quilômetros da superfície de plutão. Suas fotos revelerão se há elevações e depressões profundas em sua superfície ou se sua topografia é mais ondulada.

A sonda detectou sinais de uma capa polar. Plutão é tão frio que o nitrogênio que respiramos na Terra existe ali em forma de gelo, mas é possível que uma tênue atmosfera de nitrogênio envolva o planeta.

Se isso se comprovar, a sonda resgatará uma amostra e medirá o quanto o planeta anão está liberando ao espaço.

A expedição também poderá revelar a presença de outras substâncias químicas: ainda que o neon seja um gás na Terra, pode se encontrar de forma líquida em Plutão, quem sabe até mesmo fluindo em rios sobre a superfície.

Na atmosfera, o nitrogênio poderia cair como se fosse neve. Outra pergunta feita pelos cientistas é por que muda tanto o brilho de Plutão, muito mais do que qualquer outro planeta. Um olhar mais próximo pode revelar características planetárias nunca vistas.

E, por último, espera-se obter mais informações sobre Caronte, a maior lua de Plutão e de seus outros quatro satélites: Estigia, Nix, Cerberos e Hidra.

plutao3. O que a sonda está fazendo exatamente?
A sonda não vai pousar em Plutão, vai apenas sobrevoá-lo a uma velocidade de 50 mil quilômetros por hora – a maior velocidade já alcançada por uma sonda espacial.

Ela terá apenas algumas horas para tirar fotos e fazer medições. Como há uma demora de cerca de quatro horas e meia até que o sinal chegue a Plutão, as instruções da sonda estão pré-programadas.

Uma vez que esteja no endereço correto, terá início uma sequência automática para se tomar medidas.

A sonda enviará à Terra imagens de Plutão em alta definição, mas essa informação vai demorar a chegar até nós. Se tudo sair como está previsto, as primeiras imagens chegarão na madrugada de quarta-feira. No total, levará 16 meses até que toda a informação arrecadada durante a missão chegue à Terra.

Depois de passar por Plutão, a sonda continuará sua viagem até um objeto menor do cinturão de Kuiper. O tempo estimado para chegar nessa área é de quatro anos.

6fjtyvybtbgl5kb0ravc0x7ux4. O que a sonda leva a bordo?
A sonda conta com sete instrumentos que não apenas servem para investigar detalhes do planeta – como do que é feita a atmosfera –, mas também servem de backup caso haja falhas.

Além do mais, a sonda leva uma grande quantidade de “coisas inúteis”, segundo Jim Green, diretor de Ciências Planetária da Nasa.

Na lista, há coisas como um CD com o nome de 434 mil pessoas que responderam a um pedido de “Envie seu nome para Plutão”, além de algumas moedas e um selo americano de 1991 onde se lê “Plutão: ainda inexplorado”.

O mais curioso, no entanto, talvez seja uma urna com cinzas de Clyde Tombaugh, o homem que descobriu a existência de Plutão, há 85 anos.

plutao0110145. Qual a possibilidade de a missão fracassar?
Se se deparar com as nuvens de partículas geradas por impactos com as luas de Plutão, isso pode danificar a nave. Por essa razão, a sonda enviará dados à medida que se aproxima do planeta.

Assim, os cientistas terão o que analisar se a sonda for afetada de alguma maneira. Mas a verdade é que isso é muito pouco provável, segundo a equipe responsável pela missão.

Em todo caso, a sonda foi criada para ter um nível elevado de autonomia. Em caso de problemas, ela tem a capacidade de se recuperar e seguir adiante com a missão.
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