Aretha Franklin morre aos 76 anos

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A cantora Aretha Franklin morreu nessa quinta-feira (16) depois de uma longa batalha contra um câncer no pâncreas. Conhecida como a “Rainha do Soul”, Franklin foi uma das artistas mais celebradas da segunda metade do século 20. Com um estilo rascante, feroz e de longo alcance, ela tinha o poder de tornar suas canções alheias e legou ao mundo centenas de performances inesquecíveis que influenciariam várias gerações de cantores e cantoras.

Não à toa, ela sempre aparecia, e seguirá aparecendo, nas primeiras posições de enquetes sobre as maiores vozes de todos os tempos – como em 2010, quando ela ficou em primeiro na votação feita pela edição americana da revista Rolling Stone.

Aretha Franklin letras

Aretha morreu em Detroit aos 76 anos já bastante debilitada. Segundo informações ela, que sempre lutou contra o excesso de peso, estaria com não mais que 40 quilos. A informação de que ela estava já na fase terminal da doença chegou à imprensa no início desta semana

A família da artista divulgou uma nota oficial que diz o seguinte: “Em um dos momentos mais sombrios de nossas vidas, não somos capazes de encontrar as palavras apropriadas para expressar a dor em nossos corações. Nós perdemos a matriarca e a rocha de nossas vidas.”

Aretha Franklin nasceu em 25 de março de 1942 e começou a cantar ainda criança na igreja – seu primeiro disco, de música gospel saiu em 1956.

Aos 18 anos ela passa se dedicar também a canções seculares e inicia sua carreira discográfica profissional, quando grava uma série de LPs para a Columbia, que tenta transformá-la, sem sucesso, em uma cantora de jazz e standards.

A guinada mesmo se daria já em 1967, quando ela assina com a Atlantic e se transforma em uma cantora de soul music e R&B. O novo selo deu liberdade para que ela encontrasse o seu estilo e o sucesso foi imediato. O álbum “I Never Loved a Man the Way I Love You”, considerado um dos melhores e mais importantes da história da música pop. No álbum foi incluído a versão que ela fez para “Respect”, de Otis Redding que chegou ao topo da parada americana e acabou se tornando um hino tanto pela igualdade racial quanto pela causa feminista.

O período de ouro da cantora se estenderia até meados dos anos 70, com alguns retornos à paradas nas décadas seguintes.

Ouça “Respect”

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