A HISTÓRIA DOS CIENTISTAS QUE MORRERAM DE FOME MESMO CERCADOS POR COMIDA

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Em 1941, teve início o cerco à cidade de Leningrado, atual São Petersburgo. A ação durou cerca de 900 dias e talvez tenha sido um dos mais terríveis da História. Hitler planejou que as rotas de distribuição de alimentos para a cidade de quase dois milhões de habitantes fossem bloqueadas, deixando que as pessoas morressem de fome.

E, como desejava o líder nazista, no inverno seguinte milhares de pessoas morreram de fome. Além da fome as baixas temperaturas, de cerca de -30ºC que castigaram e mataram outras centenas de pessoas, havia os constantes bombardeios a Leningrado. Ao todo, o número de mortos foi de cerca de 579 985. A grande maioria pertencentes ao exército vermelho e o restante de civis.

O instituto de Vavilov

Quando os nazistas finalmente invadiram a cidade, cientistas e botânicos russos, funcionários do Instituto Vavilov da Indústria das Plantas, se trancaram dentro do instituto. No local havia uma valiosa coleção de sementes e plantas comestíveis com cerca de 20 mil variedades de plantas. Entre elas arroz, trigo, milho, feijão e batatas.

Porém estes cientistas não estavam se trancando lá para preservar suas vidas, mas sim as plantas e sementes que lá estavam guardadas. Tanto dos nazistas que estavam destruindo toda cidade, quanto das pessoas famintas que estavam saqueando tudo o que encontravam pela frente para ter o que comer. Cerca de 300 pessoas foram executadas por canibalismo naquele período.

Um por um dos que estavam trancados no instituto começaram a morrer, tanto pelo frio quanto pela fome. Entretanto, nenhuma semente sequer foi comida. Mas muitas pessoas se perguntam porque essas pessoas teriam morrido com tanta comida a sua volta. Bom, a questão é que todos eles eram “seguidores” de um dos botânicos mais importantes para seu tempo,  Nikolai Vavilov.

Vavilov chegou a visitar 5 dos 6 continentes da Terra para estudar ecossistemas globais dos alimentos. E foi quando ele decidiu criar o Instituto da Indústria das Plantas. “Foi um dos primeiros cientistas que realmente escutou os camponeses e tentou entender porque eles acreditavam que a diversidade de sementes era importante para seus campos”, afirmou Gary Paul, etnobiólogo.

Em 1940, Nikolai Vavilov foi preso por defender a genética e teria morrido, ironicamente, de fome em uma prisão em Sarátov. Porém, seu trabalho será para sempre lembrado, uma vez que quase 80% dos alimentos que foram cultivados após o fim da guerra vieram das sementes guardadas em seu instituto.

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