A chuva acompanha a morte no deserto mais seco do mundo, entenda

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Quase sempre associamos as chuvas como uma espécie de benção do universo para a Terra, onde a vida floresce e se renova. No entanto, não é bem isso o que está acontecendo no deserto do Atacama, no Chile. Mudanças climáticas no Oceano Pacífico resultaram em chuvas áridas no deserto em março e agosto de 2015 e em junho de 2017.

Não havia evidências de chuvas na região nos últimos 500 anos. Relatórios apontam que, na verdade, tais chuvas deveriam acontecer a cada século. As chuvas mataram formas de vida que evoluíram para suportar um ecossistema hiperárido, que não conseguiu lidar com uma mudança tão repentina quando a chuva caia. A descoberta foi relatada na revista Scientific Reports.

As chuvas da morte

“Quando as chuvas chegaram ao Atacama, esperávamos que as flores e os desertos majestosos voltassem à vida. Em vez disso, aprendemos o contrário, pois descobrimos que a chuva no centro hiperárido do deserto de Atacama causou uma extinção em massa da maioria das espécies microbianas de lá”, afirmou Alberto Fairén, a Universidade de Cornell, nos EUA.

Cerca de 16 espécies de microrganismos diferentes antigos viviam no deserto. Depois das chuvas, análises do solo mostraram que entre 75 a 87 por cento das espécies foram extintas. As causas do tal desaparecimento foi atribuída ao “estresse osmótico” pelo qual tais organismos passaram com a chegada da água.

Acredita-se que restaram apenas entre 2 a 4 populações desses microrganismos. Devido as caraterísticas da região, o deserto do Atacama é estudado para simular o ambiente em Marte, sendo um dos mais próximos para podermos entender como a vida poderia funcionar no planeta. “Nosso estudo no Atacama sugere que a recorrência de água líquida em Marte poderia ter contribuído para o desaparecimento da vida marciana, se é que existiu”, concluiu Fairén.

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