7 experimentos bizarros realizados com crianças

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Desde sempre a ciência usou os experimentos para testar e provar teorias. No passado, quando os direitos humanos não eram tão usuais, esses experimentos eram realizados com crianças. Sim, parece bizarro e de fato é. Os experimentos são dos mais variados temas possíveis, mas igualmente cruéis.

Atualmente esse tipo de teste é proibido, mas até que fossem criadas leis contra, algumas bizarrices foram realizadas.

Confira agora 7 experimentos bizarros e maldosos realizados com crianças.

1 – Crianças imitam comportamento adulto

No século passado, o psicólogo Albert Bandura realizou um experimento para entender se as crianças imitavam ou não o comportamento humano. Ele então preparou 2 vídeos. Um deles mostrava um adulto batendo em um boneco inflável, enquanto o outro mostrava o adulto fazendo carinho no boneco. Dividiram as crianças em três grupos. Para o primeiro mostraram o vídeo violento, para o segundo grupo exibiram o vídeo com demonstrações de afeto e para o outro grupo não foi apresentado nada.

Em seguida, as crianças entraram em uma sala, aonde havia diversos brinquedos e também um boneco inflável, um João Bobo. O grupo que viu o vídeo violento teve diversas atitudes violentas. Enquanto que os outros dois grupos não reagiram violentamente. Por isso é importante estar sempre atento as coisas que são feitas na frente dos filhos.

2 – Criando um chimpanzé como humano

Em 1930, os cientistas estavam curiosos para saber até que ponto a inteligência humana poderia ser herdada. Então, assim que o filho do psicólogo W.N. Kellogg nasceu, a família também adotou um chimpanzé de 7 meses. Acontece que o experimento teve de ser interrompido, 1 ano e 6 meses depois. O chimpanzé Gua aprendeu a segurar talheres, aprendeu a entender um pouco sobre a linguagem humana e estava se desenvolvendo muito bem.

O problema foi que Donald, a criança, começou a imitar o macaco. Ele pulava, rugia, mordia e só tinha aprendido 3 palavras. Esse foi o motivo da interrupção do experimento. Conclui-se que uma criança é capaz de copiar o comportamento animal, mas que tentar humanizá-lo não era tão simples.

3 – Cócegas seria apenas uma imitação facial

Em meados de 1930, o psicólogo Clarence Leuba queria descobrir porque rimos. Se era apenas um instinto ou se era porque a pessoa que nos faz cócegas quase sempre está rindo e nós simplesmente sorrimos de volta. Ele então resolveu realizar o experimento com o próprio filho.

Ele proibiu sua esposa de rir para o filho, enquanto tocava o bebê. E só ele poderia fazer cócegas. No entanto o experimento deu errado, já que a mulher uma vez sorriu para criança enquanto a balançava. O experimento se repetiu com o segundo filho do casal e dessa vez deu certo. A conclusão foi de que rimos de forma espontânea, por instinto mesmo.

4 – Experimento da vacina de varíola

O médico inglês Edward Jenner fez um estudo e concluiu que se uma pessoa fosse infectada com uma variante não letal de varíola bovina, após a recuperação, ficaria imune a varíola humana. Para provar ele testou em seu próprio filho. O homem então infectou o filho com a varíola bovina. Aguardou sua recuperação e em seguida, o infectou com a varíola humana. Felizmente, seus cálculos estavam corretos e a criança não adoeceu. Surgiu assim a vacina contra a varíola.

5 – Desenvolvimento da fala

Em 1939, os cientistas Wendell Johnson e Mary Tudor resolveram analisar o desenvolvimento da fala de crianças. Pegaram então 22 crianças órfãs e as dividiram em dois grupos. Um dos grupos era constantemente elogiado e encorajado. Enquanto que as crianças do outro grupo eram sempre ridicularizadas e repreendidas. Falavam que elas estavam conversando errado e que dessa forma iriam gaguejar sempre. O que aconteceu é que algumas crianças pararam de conversar com outras pessoas ou de fato começaram a gaguejar. Além de provocar a gagueira, o experimento as deixou inseguras e antissociais.

6 – Transformando Bruce em Brenda

O canadense Bruce Reimer nasceu em 1965 e quando tinha 8 anos de idade foi circuncidado e acabou tendo o órgão genital queimado. O psicólogo, John Money, deu um conselho extremista aos pais. Sugeriu realizar uma cirurgia para a mudança de sexo e incentivou que o criassem como se na verdade ele fosse uma garota. Com isso ele queria provar que a identidade de gênero é na verdade fruto da criação e não da natureza.

E assim os pais o fizeram. No entanto, Bruce não gostava de ser Brenda ou de usar vestidos e tudo mais. O psicólogo disse que isso era apenas um fase e que logo passaria. No entanto, ao longo dos anos a situação foi se complicando e piorou quando os pais contaram a verdade.

Quando descobriu, ele realizou diversas cirurgias para voltar a ter características masculinas e se transformou em David. Ele até chegou a se casar, mas cometeu suicídio quando tinha 38 anos. O que a pesquisa provou é que isso afetou a psique da criança e que essa decisão não deve ser tomada por terceiros, até que a pessoa tenha capacidade de decidir por si só.

7 – Reações emocionais

O cientista John Watson queria entender de que forma são criadas as reações emocionais. Para isso, ele realizou um experimento com seu bebê de apenas 9 meses. Primeiro ele deu um rato branco a criança. Ele começou a brincar com o animal e logo se afeiçoou a ele. Depois que o bebê já havia se acostumado com o rato, John começou a bater em um cano de metal sempre que a criança via o animal.

O que aconteceu é que a criança começou não apenas a sentir medo do rato, como de todas as coisas brancas. E começava a chorar sempre que via algo branco. O experimento logo foi interrompido, porque felizmente a mãe levou a criança embora (felizmente)! A conclusão é que, de fato, existe uma forma de criar reações emocionais condicionadas. Atualmente o mesmo método é utilizado no adestramento de animais.

FATOS DESCONHECIDOS

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